segunda-feira, 9 de julho de 2012

Anaxímenes de Mileto, o apeiron e a Scientology ou Cientologia -

Quando Tales de Mileto afirma q o princípio "arqué" de todas as coisas é a água, seu discípulo, Anaxímenes discorda de seu mestre. Discorda porque a água é um elemento substancial, palpável e diz ele que o que se quer conhecer é exatamente o "criador" dos elementos substanciais, concretos. Afirma, portanto, q este "iniciador" "criador" "originador" de todas as coisas, é um elemento desconhecido, sem limites, indeterminado chamado por ele, em grego, de apeiron.

O apeiron, portanto, é posto por Anaxímenes como o Deus que não é assim reconhecido devido ao propósito dos pensadores não desejarem misturar filosofia e religião. Anaxímenes acaba sendo reconhecido, destarte, como o primeiro metafísico dentre os pensadores. O termo "metafísica" seria utulizado posteriormente por Aristóteles (384-322 a.C.) -  Metafísica significa: Além ou após a física, ou seja, depois daquilo que é material, isto é, transcendental, espiritual.

Ou seja, Anaxímenes (588 - 524 a.C.) é o primeiro pensador que por não querer utulizar o nome "Deus", como o Deus cristão que conhecemos hoje, inventa um termo: apeiron.

Quantos não estão assim hoje? Deus existe? Pergunta-se.
O que muitos respondem?
Tem de existir alguma coisa; tem de existir alguém, um soberano, um E.T., um apeiron.

Assistiu ao Fantástico ontem? A Scientology ou Cientologia tem atraído milhares de pessoas, dentre as mesmas, muitas "celebridades", afirmando q tem um "Etesão" por aí, que está utilizando nosso planeta como uma espécie de depósito de suas experiências conosco, os "etesinhos" em desenvolvimento.
Meu querido, minha querida, vê como essas "viagens" já vem desde os primórdios da Filosofia, e como realemente atraem a muitos desinformados, vazios e ignorantes quanto ao conteúdo bíblico? Os pensadores da Grécia Antiga ainda não tinham a Bíblia, e sua tentativa de buscar a verdade através da razão - e por isso mesmo fazendo incursões no campo das suposições etc - é até compreensível e aceitável, e eles, através de suas reflexões filosóficas, chegam, muitas vezes, bem perto das assertivas sagradas.

Não quero ofender, mas mesmo de forma intelectualizada - para aqueles que não querem aceitar que fé seja ligada à razão - é muito mais lógico aceitar a veracidade das Escrituras, através das ciências mesmo (história, paleontologia, antropologia, a arqueologia, teologia, etc) do que acreditar nesses doidos que de vez em quando dão o ar da sua DESGRAÇA.

Está escrito que nos últimos dias os homens não desejarão mais ouvir as retas palavras de Deus, amontoarão para si doutores e darão ouvidos às fábulas.
Não seria melhor acreditar em Jesus Cristo, Naquele que se deu por mim e por você e sobre o qual a História da farto testemunho?

Buscai-O enquanto se pode achar. Invoncocai-O enquanto está perto. Paz amados.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Tales de Mileto (640? - 550? a.C.) Água, o elemento eterno

O rompimento da Filsofia com a Religião

Chegou um dado momento em que pensadores de uma colônia grega, Mileto, na região q se chamava Jônia (q hoje é a atual Turquia, na Ásia Menor ou Eurásia, às margens do Mar Egeu) começaram a sua busca por respostas sobre "De onde vim" ou  "O que teria sido o elemento iniciador de todas as coisas", em grego arqué (princípio, elemento originador de todas as coisas, causa incial, etc.) de forma puramente racional. Tais repostas deveriam ser dadas sem a mística das religiões ou mitologias que para tudo apresentavam uma fantasiosa explicação, ou seja, o nascimento da Filosofia Propriamente Dita, foi a resultante deste cisma entre razão e misticismo; ou pelo menos essa tentativa de desvinculação.

O processo aqui, é claro, foi muito lento e as novas concepções filosóficas ainda se deixavam influenciar por centenas de anos de oralidades homéricas, porém, o convite à filosofia estava sendo lançado às novas gerações. Esses pensadores, portanto, tinham como escopo, não apresentar respostas e soluções, mas, mormente, apresentar questões para que a busca das explicações e verdades concernentes aos fatores pesquisados, pudessem der discutidos de forma racional, intelectual.

Pois bem! Com essa nova mentalidade, surge como primeiro pensador Tales de Mileto (640-550 a.C). Tales está em todas as listas dos assim chamados "Os Sete Sábios da Grécia Antiga". Astrônomo, Matemático, etc... uma de suas grandes façanhas foi prever o eclípse solar q aconteceu no ano de 585 a.C. (conhecimento este, talvez, herdado dos babilônios).

O elemento eterno

Tales de Mileto, talvez por ver a importância do Nilo para o Egito e de outros rios para outras "nações", e por ver que tudo dependia de água e que tudo tinha certa umidade, decidiu que o elemento eterno, a arqué era a água.

A Bíblia diz, em seus primeiros versos: "No pricípio (arqué) criou Deus céus e terra. A Terra era sem forma e vazia e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.

Veja que a mente de Tales alcançou a água como sendo elemento fundamental para a vida; um ponto de partida. Tal elemento é usado em figura, por Jesus, que declara: "Eu sou a fonte das águas vivas, e aquele que beber de mim, rios de águas vivas fluirão de seu ventre, e quem beber da água que eu der jamais sentirá sede". A mulher samaritana, no poço de Jacó, disse ao Mestre: Senhor dá-me desta água.

E você, tem sede de Deus? Das Suas Palavras? Ou vai dar de ombros à água que Deus, através de Seu Espírito, quer te dar? Ele continua pairando sobre a face das águas. Águas que se você quiser se aprofundar poderá fazê-lo atavés da fé. Jesus disse que estas águas dessedentam e lavam. Por hoje "vós já estais limpos pelas palavras que Eu vos tenho falado". Paz

(Na próxima abordagem: Anaximandro, Anaxímenes e a compatibidade entre razão e fé)





terça-feira, 3 de julho de 2012

Quer colo?

Indo e pregando a toda a criatura...

Como foi dificil para os gregos, romanos e judeus da época terem de encarar Jesus de Nazaré, filho do carpinteiro José e da simples Maria, como sendo "A Verdade". Lembra que Ele disse isso: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai se não por mim?" Pois bem, a história se repete. O Evangleho está sendo anunciado e Jesus sendo apontado como sendo o único mediador entre Deus e os homens. Este Jesus que veio em carne e sobre o qual a Hístória dá testemunho, agora, através da igreja, onde reside o Espírito Santo, e que também é chamado por Ele, Jesus, de o Espírito da Verdade e Espírito Consolador, continua, através dos homens que ele têm levantado para este fim, declarado a plenos pulmões que o Senhor Jesus continua sendo esta única verdade tão absoluta que os homens têm procurado no recôndito de seus corações suplicantes.Os livres pensadores e filósofos de plantão estão - em suas crises existencialistas - sempre tentando repudiar, às vezes até inconscientemente, tão evidente verdade. Evidente porque tudo aponta para sua verossimilidade: A História, os sinais da Natureza, as profecias deste livro tão antigo e ao mesmo tempo tão atual como é a Palavra de Deus. Ela mesmo declara que; "o ímpio, por causa do seu orgulho não investiga, e todas as suas cogitações são de que Deus não existe". Por isso sofrem, por isso são vazios e não encontram em suas cogitações respostas e respaudo de qualquer espécie. Nem outros pensadores, filósofos ou qualquer outra área da ciência (das físicas quânticas deste presente século mal) podem dar qualquer prova mais contundente da existência de Deus do que aquela que a própria experiência íntima com Deus pode proporcionar àquele que com humildade e fé se rende a Ele. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões, ou seja: duro é para ti dar murro em ponta de faca; duro é para ti nadar contra a maré da vontade que Deus tem para sua vida. Qual é a vontade Dele? Que ninguém se perca e que todos venham ao conhecimento da verdade.

Porque quem me achar, achará a vida.


Este é o caminho: Humildade, fé, e submissão Àquele que por nós tudo executa; e não o desprezo ou a rêsistência cega, racionalizante ou intectualizada por parte daqueles que agem como se soubessem alguma coisa. Diz a Bíblia: Você sabe alguma coisa; ainda não sabe como convém saber".

Querido ou querida: Deus te ama e quer se revelar a você, quer o colo Dele?

domingo, 1 de julho de 2012

Como é dificil as pessoas acatarem a existência de Deus. "É necessário que todo aquele que se aproxima de Deus, creia que Ele existe, e que é galardoador daqueles que o buscam". Em outras palavras: Se tornou um religioso? Passou para a religião dos crentes? Nada disso importa; o que importa é que se converta de verdade e seja disposto a encarar a veracidade das Escrituras Sagradas que enfatizam: "No mundo tereis aflições...". Mas é claro que não pára por aí; diz; "Mas tende bom ânimo, porque eu venci o mundo". Jesus disse isso, e que se Ele venceu, nos também, Nele, somos mais do que vencedores..

domingo, 24 de junho de 2012

Refletindo sobre João 6

O capítulo 6 de João é caracterizado pelo grande milagre da multiplicação dos 5 pães e dos 2 peixinhos que alimentaram umas 20 mil pessoas, eu creio, porque só homens adultos eram 5.000. Após a multiplicação, Jesus instruiu aos seus discípulos para que passassem ao outro lado do lago, para Cafarnaum. Após algum período de oração, enquanto os discípulos se vissem alí em apuros, no meio do lago revolto por uma tempestade, aproximou-se o Senhor andando por sobre as águas. Atônitos gritaram que era um fantasma. O Senhor, no entanto, acalmando-os subiu ao barco e passou com eles para Cafarnaum. A multidão que havia sido alimentada com os cinco pães, procurando por Jesus no dia seguinte, não o achando, foram para o lugar onde haviam recebido os pães e os peixes, achando que poderiam encontrá-Lo lá, já que em algum lugar, por perto Ele deveria estar, pois sabiam que não havia ido junto com seus discipulos; não sabiam do episódio do "andar sobre as águas". Contudo, vendo eles que o Mestre também não estava mais alí, decidiram ir para o outro lado do barco, pois talvez, de alguma forma, esteja lá junto com os seus discípulos. Chegando a Cafarnaum, viram um barco apenas e o Senhor, junto com seus discípulos. Sem entender em como teria ele chegado alí, perguntaram: "Como o Senhor chegou aqui?" E ao invés de dar-lhes uma explicação sobre como havia chegado, observou-lhes: "Vocês estavam me procurando, não porque viram meus sinais miraculosos, mas sim porque comeram dos pães e se fartaram".

O que pois fica de ensino para nós deste acontecimento?

Que a multidão (na qual eu e você muitas vezes podemos estar inseridos) decidimos, e é natural que isso aconteça, ficar onde nós achamos que Jesus está. Eles não atravessaram para o outro lado do Lago de Genezaré, em direção a Cafarnaum junto com os discípulos, porque - podemos inferir -, conhecendo a limitação dos seguidores de Jesus, deduziram que seria melhor ficar com Cristo onde Ele havia ficado. Lá no episódio da Multiplicação, O Senhor havia perguntado a Felipe como haveriam de dar de comer a tanta gente. Felipe, completamente racional, reflexivo, filosófico, pegou a sua "HP" e inserindo os caracteres da sua psique, mente fria e calculista prognosticou: "Nem mesmo com duzentos denários poderemos comprar tantos pães que redunde ao menos num pedaço para cada um". Diz a Palavra de Deus (tá tudo lá em João capítulo 6) que Jesus já sabia o que iria fazer, mas estava provando a Felipe. Logo surge André, irmão de Pedro e apresenta alguém que levava consigo 5 pães e dois peixinhos. Jesus mandou que todos se assentassem na grama, deu graças e repartiu os pães.

Pois bem: A multidão viu todo este episódio; viu como dos discípulos nada poderiam esperar porque, obiviamente, aquela multiplicação de pães e de peixes fora um milagre que somente Deus poderia ter realizado. Então, devido a esta ponderação humana, decidiram ficar onde Jesus estava.

Muitas vezes (e eu diria, que a todo momento, em cada nova dificuldade que surge conosco) nós procedemos da mesma forma. Como?

Quando nós passamos por alguma adversidade - seja ela de qualquer área de nossa vida física - (saúde, familiar, social, financeira, etc) e nós fomos de alguma forma socorridos tão miraculosamente que admitimos que somente Deus, O Senhor Jesus, o Espírito Santo poderia ter dado aquela vitória, que pensamos: eu sempre desejarei estar onde o Senhor Jesus estiver. O que ocorre, no entanto, é que a resolução daquele problema de ordem natural, humana, (e são estes tipos de dificuldades que têm levado tanta gente às igrejas hoje) e que "mataram a nossa fome naquele momento", não dura para sempre; se deteriora e seu efeito passa. Passadas algumas horas dá fome de novo, ou seja, nova adversidade ocorre conosco; nova dificuldade brota; novos levantes por parte daqueles que são próximos de nós acontecem; novas doenças e aflições despontam; enfim, coisas naturais tornam a acontecer conosco, e isso porque nós somos humanos, frágeis e suscetíveis às intempéries e tempestades, a ponto de alguns pensadores ateus chegarem mesmo a ter estas ocorrências como sendo sinais evidentes na não existência de Deus ou de sua completa indiferença para conosco. Então Jesus lhes disse: "Não trabalhem por esta comida que se estraga (que se dteriora, que cujo efeito passa rapidamente), mas trabalhem pela comida que não perece.

O que Ele quis dizer com isso?

Que muitos, ao verem que seus discípulos - pastores, presbíteros, diáconos, obreiros, etc - são tão limitados e que passam pelas mesmas dificuldades (e às vezes bem piores até) pelas quais nós estamos passando, chegam mesmo a desistirem de ir à Igreja. "Eu sei como está a vida financeira daquele pastor, ele está apurado, então se ele não consegue resolver o problema de si mesmo, como resolverá o meu?". "Eu sei o problema familiar daquele presbítero, daquele diácono..." Que adianta ir ouví-los pregar? Que adianta ir receber oração deles. Prefiro ficar com Jesus.

Mas sabe o que acontece?

Aqueles que pensam assim e resolvem "dar um tempo da igreja" quando novamente vão em busca de Jesus para que novo milagre seja efetuado em sua vida, não O encontram, e sabe porquê? Porque Ele foi para o lugar onde ele quer que nós estejamos: junto com os Seus, na Igreja que ele fundou, que Ele mesmo edificou, sobre que fundamento? Sobre o fundamento apostólico. Em outras palavras: Deus não fará nada sem antes revelar aos seus santos os profetas. Deus instituiu a Igreja para que fosse adorado, buscado, reverenciado... Onde? Onde estão os Seus pastores, presbíteros, diáconos, obreiros, dirigentes de louvores, e todas as ovelhas daquele aprisco. Porque todos estão passando por experiências com Deus, um numa área, outro noutra, porque todos somos ovelhas de Seu pastoreio, e será na comunhão com os irmãos que nós seremos "a corda de três dobras que não se quebra facilmente". Será na união espiritual de todos nós que receberemos a vitória total sobre as efemérides: "Um ao outro ajudou, e ao seu companheiro disse: esforça-te". Porque será na igreja que nós, como membros nos tornaremos ativos e regidos pela cabeça que é Ele mesmo. Porque será na Igreja que nós teremos - como pedras vivas que somos - o nosso calor aquecido pela fogo consumidor; pelo Sol da Justiça, que é o próprio Deus.

Portanto, (vou parar por aqui), volte hoje mesmo a Igreja, vá em busca do renovar da sua fé, porque "a fé vem pelo ouvir, e pelo ouvir da Palavra de Deus". Paz

(Por favor, preste um serviço a Jesus e encaminhe esta mensagem a todos os seus contactos).

Pr. Nelson.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Este mundo!

"Há momentos que na vida pensamos em olhar para trás; é preciso pedir ajuda para poder continuar". Este é o início de um cântico que expressa como às vezes nos sentimos quando somos acometidos por algum tipo de adversidade. Esquecemos, nesta hora, dos momentos felizes pelos quais passamos até então, e passamos a pensar somente na decepção ou injustiça que acabamos de sofrer. Estes acontecimentos controversos só nos fazem lembrar das palavras pronunciadas por Jesus, que disse: "No mundo tereis aflições", mas não parou por aí, continuou: "mas tende bom ânimo, eu venci o mundo". Se o mundo é nosso adversário, precisa ser vencido, e vencer o mundo significa não deixar que estes momentos difíceis nos tirem o ânimo de viver, mesmo porque, "não será aqui o vosso lugar de descanso", sendo assim, "levantai e andai". É claro que não corre sangue de barata em nossas veias, porém, temos de ter consciência de que "o choro pode durar a noite inteira, mas a alegria vem pela manhã". Não deixemos a "peteca" cair; não nos conformemos com este mundo mas transformemos - a nós mesmos - com a renovação do nosso entendimento. Recebemos de Deus esclarecimentos de que neste mundo os ladrões minam e roubam, a ferrugem consome, a traça corroi, não obstante, no céu (no estado espiritual para o qual Deus quer nos levar) não há ladrões, ferrugem ou traças. Há tesouro ajuntado na terra e o nosso coração está nele? Então, se o roubam, nossa decepção e revolta será realmente muito grande, porém, se o nosso tesouro for ajuntado no céu, não nos deixaremos levar pelo desespero ou grande amargura. Se nos levaram isso ou aquilo, mesmo que represente grande monta, não nos deixaremos consumir de tristeza. Basta lembrarmos que, para este mundo nada trouxemos, e por mais que tenhamos ajuntado, manifesto é que nada deste mundo levaremos. Hoje será pedida a nossa alma, e o que temos acumulado, para quem ficará?
Diz o adágio que "vão os anéis, ficam os dedos". E assim caminha a humanidade (é o título do filme, ou livro, não sei) ou seja, não devemos nos surpreender com este mundo vil, que jaz no malígno, mas o que importa é olhar para nossa eterna casa, preparada por Deus desde a fundação do mundo, cujo o Senhor Jesus, disse: "Vou para o meu Pai e o vosso Pai, o meu Deus e vosso Deus, e se não fosse assim eu não vo-lo teria dito". Será que Deus não vê nossas lutas, ou quando somos lesados? Claro que vê. Não só vê como promete: Não virá provas sobre vós, maiores do que aquelas que possais suportar". Paulo afirma, e conheci, testemunhos de pessoas que poderiam dizer: "Houve provas sobre nós maiores do que aquelas que podíamos suportar; quando estávamos na Ásia, por exemplo, e em nós mesmos já tínhamos a sentença de morte e até da vida desesperamos, mas isso, para que não confiássemos em nós, mas somente em Deus, único capaz de ressuscitar os mortos". Ou seja, de nos dar nova esperança, de renovar nossa fé, de nos fazer sobreviver a todas as "desgraças". Quando requeremos um tratamento diferente daqueles que não assumiram Jesus ainda em suas vidas, devemos lembrar que O Senhor disse claramente que não seríamos diferenciados, ao contrário, mostrou em toda a história que seus seguidores (justamente por serem seus seguidores) sofreriam perseguições. Disse que "aquele que matar um de vós, ainda achará que estará fazendo um serviço a Deus". Lembremos do discurso de Paulo "Trago no meu corpo as marcas de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo". Quantas chicotadas? Quantas surras? Quantos apedrejamentos? Quantas exposições ao frio, à madrugada, ao calor? Quanta falta de reconhecimento pelos próprios lideres religiosos que diziam "não é apóstolo coisa nenhuma!" E Pedro, Silas, João, e os profetas antes deles, não sofreram, exatamente por estarem profetizando as palavras de Deus. O que não dizer de João Batista, cuja cabeça foi trazida num prato, depois de sua injusta prisão? Realmente há coisas que (se Deus quiser revelar) só entenderemos na glória. Pedro disse: "Quando virem lutas e perseguições sobre vós, não estranheis estas ardentes provas, mesmo por que, se sofrerem devido a algum ato ilícito (como um ladrão, ou adúltero, ou imoral, etc) que coisa há nisso de mais? Porém se fazendo o bem, sofreis, que grande galardão tendes junto ao Pai. O Senhor disse que a mesma chuva e tempestade que cairia sobre a casa do ímpio, cairia e combateria também a casa do justo, porém, a casa do ímpio (sua confiança nos bens materiais e sua confiança nos ídolos) desmoronariam, mas a casa do crente em Jesus Cristo, daqueles que depositassem sua confiança no Senhor, permanceria de pé, inabalável, porque reconheceria que o nosso Deus é o Deus que dá, que tira e que torna a dar. Não desanimemos, portanto, não nos permitamos a revolta, porque "todos até o os fios de cabelo de nossa cabeça estão todos contados e nenhum deles se perde sem que Deus o permita". Tempestades e grandes ondas não farão desmoronar a nossa fé, a nossa confiança e a nossa certeza, de que "Ele tem cuidado de nós". E mesmo que estivesse havendo uma tratativa dura de suportar, entender, assimilar e aceitar, mesmo assim, "Para onde iremos nós se não atentarmos para tão grande salvação?" Que Deus nos ajude, nos reanime em meio às tempestades, porque, quando quiser, repreende o vento e dá ordem às grandes ondas e vagas para que cessem, e cessam. Ânimo.